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Como reduzir o lixo que produz no seu local de trabalho

por Mäyjo, em 25.02.17

escritorio

Diminuir a quantidade de lixo que produz em sua casa é tão importante como reduzir e reciclar a quantidade de lixo que produz no local de trabalho. Indicamos-lhe aqui 20 dicas para que, em colaboração com os seus colegas, seja possível diminuir o lixo produzido no escritório.

 

20 DICAS PARA REDUZIR O LIXO NO ESCRITÓRIO

1- Criação de uma equipa de prevenção de lixo para pensar em ideias para reduzir o desperdício, consciencializar e motivar os restantes colegas para a mesma causa.

2- Realização de uma auditoria ao lixo produzido – distribuição de sacos vazios para o lixo de uma semana e posterior análise à quantidade de lixo produzida.

3- Depois da auditoria, escolha dos tipos de lixo passíveis de reciclagem.

4- Escolha de produtos reciclados, como o papel.

5- Peça aos fornecedores para deixarem as caixas de cartão dos produtos para que possam ser reutilizadas.

6- Disponibilização de canecas e copos reutilizáveis.

7- Reutilização de embalagens que chegam ao escritório para envio de encomendas e envelopes para a distribuição de documentos internos.

8- Utilização de produtos de limpeza concentrados.

9- Desafie os seus colegas a trazerem um almoço com o mínimo de desperdício, em vez de irem almoçar fora ou comprarem comida embalada.

10- Organização de almoços colectivos.

11- Programe as impressoras para imprimirem frente e verso e sempre com qualidade de rascunho.

12- Fale directamente com os seus colegas para evitar lixo electrónico.

13- Substituição dos cartuchos de impressão descartáveis por recarregáveis e troca de pilhas descartáveis por recarregáveis.

14- Criação de uma brigada para recolher canetas vazias e outros produtos não recicláveis.

15- Criação de um jardim comunitário e de uma estação de compostagem, para saquetas de chá, restos de fruta e borras de café.

16- Doação de mobiliário de escritório sem utilização a instituições.

17- Criação de um local onde os colaboradores da empresa possam devolver o excesso de material de papelaria.

18- Reciclagem de telemóveis, toners e cartuchos de impressora, assim como lâmpadas, para instituições de caridade.

19- Colocação dos ecopontos perto das impressoras e fotocopiadoras.

20- Criação de um ponto de partilha de sacos para reutilização.

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publicado às 10:02

QUAL O MELHOR TIPO DE GARRAFA DE ÁGUA REUTILIZÁVEL?

por Mäyjo, em 24.06.15

garrafas_SAPO

Beber água é importantíssimo, seja no Inverno e Verão, e há quem não hesite em beber vários litros por dia, seja durante o fim-de-semana, em casa, ou mesmo no local de trabalho. No entanto, há uma questão não menos importante no que toca ao recipiente de onde bebemos a água: se ele é comprado todos os dias, em forma de garrafas de plástico, ou se optamos por reutilizar a mesma garrafa, enchendo-a com água da torneira.

O site brasileiro e-Cycle analisou um cenário tripartido para a última opção: qual será a melhor forma de armazenarmos água para beber – em garrafas de plástico, alumínio ou aço inoxidável?

Em todo o caso, a utilização de garrafas reutilizáveis já é um passo muito grande no caminho da sustentabilidade.

Garrafas de plástico

Há dezenas de garrafas de plástico reutilizáveis no mercado, e as principais vantagens são a sua leveza, preço baixo e facilidade de levar para todo o lado. Ainda assim, alguns modelos levam BPA (bisfenol-A), um químico perigoso, na sua composição, e podem libertar toxinas ao serem aquecidas, se for esse o caso. É que alguns estudos mostram que as garrafas enchidas com água quente libertam o composto químico até 55 vezes mais rápido.

Outro dos problemas visa a forma como nos desfazemos da garrafa, que muitas vezes é realizada de forma errada, fazendo com que o plástico e o microplástico em que se transforma se tornem poluentes perigosos para o ambiente.

Garrafas de alumínio

O alumínio tem problemas diferentes do plástico, ainda que seja tão leve – ou quase – que este. Ainda assim, alguns modelos possuem um revestimento interno que pode conter BPA, o que acarreta questões idênticas às já identificadas acima.

Garrafas de aço inoxidável

Estas garrafas são mais duráveis que as de plástico ou alumínio e não têm o risco de contaminação por compostos químicos, como acontece com estas últimas. Por outro lado, elas são mais higiénicas e podem ser lavadas na máquina de lavar.

Porém, elas aquecem rapidamente, o que não as torna ideias para levar bebidas geladas. São também mais caras que as de plástico a alumínio.

Foto: Keoni Cabral / Creative Commons

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publicado às 19:37

COMBATER OS SACOS DE PLÁSTICO COM ARTE JAPONESA DO SÉCULO VIII

por Mäyjo, em 22.06.15

Combater os sacos de plástico com arte japonesa do século VIII (com FOTOS)

Um dos grandes desafios da humanidade é acabar com os sacos de plástico. A afirmação pode parecer radical, mas a verdade é que dezenas de cidades, em todo o mundo, estão a limitar a utilização de sacos de plástico, de forma progressiva ou, inclusive, total e brusca.

Se nos seguiu no fim-de-semana, deverá lembrar-se de um artigo que publicámos ontem, que aborda esta necessidade de acabarmos com o saco de plástico. Coincidência ou não, o episódio 250 do Economia Verde aborda o tema mas de uma outra perpectiva: a substituição do saco de plástico por panos que embrulham objectos a partir da arte japonesa do furoshiki.

Esta arte japonesa, que remonta ao século VIII, contribui para reduzir o desperdício e é hoje revalorizada como alternativa aos sacos de plástico. “A ideia é acabar com [os sacos de plástico] e pegar em tecido – quadrados de tecido robustos em termos de malha, que aguentem bem o peso – e colocar lá dentro os nossos pertences, envolvê-los no tecido naquilo que os nossos avós e pais conheciam como uma pequena trouxa”, explicou ao Economia Verde Susana Domingues, especialista nesta arte.

Susana é responsável por um workhsop que aposta nas artes japonesas para reutilizar e renovar a roupa. Numa altura em que cada português gasta mais sacos de plástico que a média europeia – cerca de 466 por habitante ao ano – o furoshiki e o sashiko, outra técnica oriental, podem ser uma boa resposta para melhorar a nossa responsabilidade ambiental.

“Sashiko significa pequenos golpes”, explica Susana Domingues. “Ele surgiu de uma necessidade, sobretudo da classe mais baixa do Japão, de fazer frente a Invernos mais rigorosos. A ideia passava por coser – sobrepor tecidos – para ficarem mais confortáveis mas também mais resistentes ao frio”.

Hoje, estas duas técnicas têm outros propósitos, ganhando uma outra importância à medida que a humanidade se afasta dos sacos de plástico e a crise obriga a engendrar novas soluções para reutilizar objectos e roupas.

“Não sei se está relacionado com a crise, talvez esteja mais relacionado com modas, mas é verdade que esta área das coisas feitas à mão está muito mais procurada”, concluiu Mónica Campanhã, aluna de um dos workshops ministrados por Susana Domingues.

Veja o episódio 250 do Economia Verde.

Foto:  goblinbox_(queen_of_ad_hoc_bento) / Creative Commons

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publicado às 22:45

IMPRESSÃO 3D: EMPRESA CHINESA CONSTRÓI 10 CASAS ECOLÓGICAS POR DIA

por Mäyjo, em 11.04.15

Uma casa ecológica em 3D 

Parece uma casa pré-fabricada mas, na verdade, ela resulta da tecnologia de impressão 3D reforçada com fibra de cimento. São fabricadas na China mas, por incrível que pareça, são amigas do ambiente.

A empresa responsável pela sua construção é a Winsun, uma firma que opera em Suzhou e que conseguiu, num só dia, fabricar 10 habitações. Com um custo de produção de cerca €3.470, elas são montadas em poucas horas e amigas do ambiente.

A impressora 3D cria uma estrutura interligada aberta, que provavelmente será leve e resistente – pouco ainda se sabe sobre estas casas. Posteriormente, as camadas da estrutura são interligadas e formam a estrutura final, que possui isolamento, indica o Treehugger. Os moldes são feitos no software AutoCAD e enviados posteriormente para a impressora.

No processo de impressão são utilizados materiais de construção que são reciclados e incorporados na impressora para perfazer as habitações, com cerca de 200 metros quadrados. As casas vão ser utilizadas num complexo industrial da China.

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publicado às 16:54

RESTAURANTE DE CHICAGO NÃO PRODUZ LIXO HÁ DOIS ANOS

por Mäyjo, em 11.04.15

Restaurante de Chicago não produz lixo há dois anos

Em Chicago, existe um dono de um restaurante que não esvazia os contentores do lixo há quase dois anos. Mas a explicação para o facto é simples: não existe nada que deitar para o lixo.

Quando abriu o Sandwich Me In, um espaço de refeições rápidas, Justin Vraney tinha já em mente o objectivo de se tornar num restaurante que produzisse 0% de lixo. Dois anos depois, o esforço persistente deste norte-americano vai ser contado numa curta-metragem.

Desde que abriu ao público, o Sandwich Me In produziu tanto lixo como qualquer outro restaurante do género produz em apenas uma hora. E, na realidade, a maior parte do lixo do restaurante nem é produzido pelo próprio espaço, mas sim pelos clientes que já entram com copos de plástico, papel ou sacos ou embalagens e desfazem-se do mesmo no interior do restaurante.

“Se consigo fazer isto com um restaurante de serviço rápido, espero que outros restaurantes consigam fazer o mesmo”, afirma Vraney ao Huffington Post. Para conseguir atingir a produção de 0% de lixo, o restaurante recorre a alternativas sustentáveis. A comida vem das quintas locais com embaladas com o mínimo de plástico ou papel e todos os resíduos produzidos pelo restaurante – desde restos de comida a óleo de fritar – é reutilizado ou reaproveitado. “Pratico os cinco ‘R’”, indica o proprietário do restaurante, referindo-se à redução, reutilização, reciclagem, aos quais adiciona a “rejeição” e “reaproveitamento”.

Mas não é só o restaurante que é  gerido desta forma ecológica. Também a casa de Vraney produz quase 0% de resíduos. E é prol dos filhos que este norte-americano se diz esforçar para reduzir o impacto ambiental. “Tenho filhos, e eles não vão ter a possibilidade de viver da maneira que eu vivi”, referindo-se aos impactos produzidos pelas alterações climáticas.

Em relação à comida que sobra e aos restos deixados pelos clientes, Vraney oferece-os aos agricultores das quintas com que trabalha para alimentar os animais.

Quanto ao lixo que não é possível reciclar nem reutilizar, um artista plástico que faz esculturas a partir de resíduos abordou recentemente o restaurante no sentido de ficar com os desperdícios. Assim, nada acaba no lixo.

Siga o Sandwich Me In no Facebook. Na foto que ilustra este artigo encontra-se todo o lixo produzido pelo restaurante no último ano.

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publicado às 15:46

Árvores de Natal utilizadas para entreter leões em zoo inglês

por Mäyjo, em 06.01.15

Árvores de Natal utilizadas para entreter leões em zoo inglês

Agora que a época festiva está a terminar, o destino de muitas árvores de Natal é acabar no caixote do lixo. Mas no condado de Cambridgeshire, em Inglaterra, está-se a reciclar as árvores de uma forma pouco convencional.

Várias árvores de Natal têm sido dadas aos leões do Jardim Zoológico de Linton como brinquedo. De acordo com os tratadores dos animais, as árvores entretêm e divertem os leões durante várias horas, escreve o Daily Mail.

“Já foram doadas várias árvores e muitas outras estão a caminho, o que vai permitir mais horas de diversão para os leões”, indica Kim Simmons, directora do zoo. Pensa-se que os leões gostam de brincar com as árvores pois estas contêm nepenta, também conhecida como erva-de-gato, uma planta da família da menta, que pode causar euforia nos felinos.

Para que os animais se possam divertir durante mais alguns dias, o zoo aceita doações de árvores dos habitantes locais, que além de servirem de brinquedo para os leões são também queimadas no bio-combustor do zoo para produzir aquecimento para as jaulas dos animais.

As Árvores que ainda possuem raízes estão a ser replantadas num bosque do zoo que alberga mochos e corujas. Este é o terceiro ano que o zoo de Linton pediu aos habitantes locais para doarem as suas árvores de Naral sem uso. Este ano, o número de árvores doadas já vai no dobro do último ano.

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publicado às 08:29

Empresa portuguesa inova na reutilização de caixas de transporte de medicamentos

por Mäyjo, em 03.02.14

Empresa portuguesa inova na reutilização de caixas de transporte de medicamentos (com VÍDEO)

 

Filipe Araújo, de 37 anos, e Fernando Marques, de 47, trabalhavam na indústria farmacêutica quando uma ideia simples os levou a despedirem-se dos seus empregos: lançar uma empresa de transporte de medicamentos com base na reutilização.

A empresa – Smart & Cold – foi recentemente abordada no Green Savers, mas a especificidade do tema e sustentabilidade do negócio levou-a ao Economia Verde – o programa da SIC Notícias do qual o Green Savers é co-produtor de conteúdos.

A ideia da Smart & Cold é simples: reutilizar os sistemas isotérmicos de transporte de medicamentos em temperatura controlada, uma solução barata e ecológica. Cada caixa de esferovite e acumulador de gelo, outrora capazes de uma única viagem, podem agora ser reutilizadas cerca de dez vezes.

“O transportador só entrega a caixa de medicamentos se trouxer de volta o esferovite e acumuladores de gelo. A caixa volta às instalações da Smart & Cold para ser higienizada. Também retiramos a caixa de cartão exterior e fazemos toda a limpeza, para voltar ao circuito fechado”, explicou Filipe Araújo ao Economia Verde.

Filipe, com formação em engenharia industrial, e Fernando, formado em ciências farmacêuticas, juntaram-se para dar resposta aos elevados custos e à falta de qualidade no transporte de produtos sensíveis à temperatura, nomeadamente entre os 2º C e os 8º C.

O operador logístico Logifarma comprava cerca de 2.500 caixas de esferovite por mês, um número com um grande impacto ambiental e económico. Por isso, apostou na Smart & Cold. “É uma mais-valia na redução de custos e a nível ambiental. Também nos permite pagar pela utilização e não ter o stock em casa”, explicou João Gomes, da Logifarma.

O próximo grande objectivo da Smart & Cold é aumentar o tempo de vida dos recipientes. Para tal, a dupla já pondera a mudança para as caixas de cortiça, capazes de “aguentar” mais do que dez utilizações.

 

Saiba tudo sobre esta inovação verde made in Portugal no episódio 145 do Economia Verde.

 

 

in: Green Savers

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publicado às 20:24


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